Adiar a gravidez: mitos e verdades sobre congelamento de óvulos

O número de casais sem filhos é uma estatística que tem aumentado de forma considerável nos últimos anos no Brasil, como aponta dados de fevereiro deste ano – divulgados pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). O levantamento cita que cerca de 18,8% dos lares brasileiros não têm crianças, em contraponto aos 13,5% indicados dez anos atrás. Contudo, de forma geral, muitas mulheres (casadas e solteiras), mesmo que não estejam convictas sobre a maternidade no momento, mas não descartam serem mães no futuro, já pensam em congelar os óvulos, para utilizá-los em outra época, inclusive, numa idade infértil para a gestação.

Por isso, nos últimos tempos, o congelamento de óvulos  para serem usados em uma futura fertilização tornou-se um assunto bastante discutido. “E essa procura se deve – especialmente – ao fato  de haver interesse em postergar a gravidez após os 35 anos ou por projetos de carreira, ou mesmo, por não ter parceiro definitivo”, como define a Juliana Amato, ginecologista e obstetra do Amato Instituto de Medicina Avançada, em São Paulo.

“O  congelamento de óvulos deixa a mulher mais tranquila quanto a cobrança de gravidez de si própria, marido ou sociedade. A mulher tem tempo para concretizar seus projetos sabendo que seus óvulos estão congelados”, afirma. A especialista também ressalta que a decisão de congelar os óvulos é a solução para os casais que optam por terem filhos mais tarde em idade com as possibilidades diminuídas.

Lembrando que para congelar os óvulos é preciso que seja feita uma indução da ovulação,  em um mesmo ciclo, o que implica em alta concentração de hormônios submetidos a mulher, tudo isso para aumentar a taxa de óvulos para o armazenamento.

Quer saber um pouco mais sobre o assunto? Selecionamos abaixo alguns mitos e verdades sobre o congelamento de óvulos:

Um óvulo é ideal para congelar 

Mito – o recomendado pelos especialistas é congelar em torno de 20 óvulos.

Congelar os óvulos acima de 40 garante não bons resultados

Verdade– Para a ginecologista, o ideal é que o congelamento seja feito até os 35 anos. “Isso se deve pela qualidade dos óvulos até essa idade”, destaca.

 

É isento de riscos

Mito –  Segundo Caio Parente Barbosa, professor responsável pelo setor de genética e reprodução humana da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), em entrevista ao site do instituto Geledés, existe riscos à saúde. Por causa do excesso de hormônios no corpo da mulher, em virtude da indução à ovulação,  pode haver vazamento de líquido ao abdome. Apesar de que a incidência é mínima e com o avanço da medicina, é  possível contornar situações adversas.

O congelamento é um método caro

Verdade –  Nas principais clínicas e institutos do país, o valor pode chegar em torno de R$ 10 mil. Também será preciso pagar uma taxa anual de armazenamento e manutenção dos óvulos congelados nos laboratórios, o que pode custar aproximadamente cerca de R$ 1.000.

 


Por Letícia Veloso

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