Em encontro promovido por ONG criada pelo papa, estudantes apresentam propostas para educação e contra a intolerância em SP

Aproximadamente 300 estudantes apresentaram propostas para mudanças na educação, durante encontro no auditório do CEU Cidade Dutra, em São Paulo. O evento aconteceu entre 24 e 28 de outubro e foi  promovido pelo Scholas Occurrentes, uma ONG criada pelo papa Francisco, e apoiada no Brasil pelo Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural (IOK).

Participaram do encontro Ana Estela Haddad, mulher do prefeito da cidade de São Paulo, Nádia Campeão, vice-prefeita, e Marianne Pinotti, secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida. Os jovens escolheram dois temas para abordagem: educação, como a má qualidade do ensino e a falta de infraestrutura nas escolas, e a intolerância, seja ela religiosa ou sexual. “Esperamos que os governos possam representar a maior parte da população. A democracia é fundamental e está sendo construída. Precisamos agora fortalecê-la”, disse Ana Estela Haddad.

Jovens de diversas escolas públicas e particulares de São Paulo participaram do encontro, dentre as quais: Escola da Vila, Colégio Santa Maria e Associação pela Família Gracinha. “Tenham a certeza de que vocês são transformadores sociais. Nada se faz sem luta. A luta continua e precisamos lutar para ter um Brasil melhor”, disse Wolf Kos, presidente do IOK, aos estudantes presentes.  “Viemos aqui construir pontes e derrubar muros. Acreditamos piamente que conseguimos fazer isso. Vamos criar essa ponte para um futuro melhor. Um futuro mais digno”.

Programa mundial

O Brasil será o 16º país a receber o programa, que já passou por Argentina, Haiti, Paraguai, Emirados Árabes Unidos, Espanha, Itália, Estados Unidos, Cuba, Índia, Filipinas, França, Egito, Austrália, Moçambique e Nigéria. De acordo com Maria Chediek, relações internacionais do Scholas, deficiências no sistema educacional e de saúde, insegurança, gravidez precoce, bullying, discriminação, suicídio entre jovens, vício em drogas, homofobia e corrupção foram alguns dos problemas levantados por jovens desses países.

Em San Martín de los Andes, na Argentina, por exemplo, foi identificado que um dos hospitais não tinha insumos. Os jovens organizaram, então, uma maratona para arrecadar fundos e comprar materiais. Já em Dubai, os estudantes resolveram montar grupos para patrulhar e reportar casos de bullying. A atitude diminuiu o número de casos desse tipo de agressão no país.

O Scholas Occurrentes é um projeto que começou em 2006, em Buenos Aires, quando o papa Francisco, ainda era o arcebispo Jorge Mario Bergoglio. Naquela época, ele foi convidado por José María del Corral, então presidente do Conselho Geral de Educação na Argentina, a participar do “Escola de Vizinhos”, que une crianças de escolas públicas e particulares de todas as religiões com a finalidade de formar cidadãos comprometidos com o bem comum.

O Vaticano abraçou a ideia e agora pretende espalhar esse conceito por todos os continentes.  O Instituto Olga Kos foi escolhido para participar do projeto pela excelência do trabalho que realiza no atendimento a mais de 3.500 pessoas com deficiência intelectual, especialmente a Síndrome de Down, por meio da arte e do esporte na cidade de São Paulo.

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