Mulheres ciganas: 3 cenários de preconceito

A percepção negativa do povo cigano e as raras informações, livros ou biografias disponíveis não são suficientes para conter a reafirmação de estigmas a cerca deste grupo étnico. Inclusive, o que é publicado sobre os ciganos na grande mídia carrega estereotipação e conceitos rasos, em flete com a superficialidade. De fato, são elementos que propiciam tantos obstáculos, como no caso, a inserção da mulher cigana no mercado de trabalho. Vamos tratar sobre esse tema nas linhas a seguir.

As mulheres ciganas enfrentam distintos paradigmas, um deles é o próprio preconceito dentro de seu grupo e outros grupos culturais. Outro desafio diz respeito a ruptura de tradições vigentes em uma cultura, na qual a figura delas, muitas vezes, beira a completa submissão. Claro, que é preciso ter cautela com as generalizações, mas não se pode negar que muitos grupos ciganos ainda mantêm hábitos e tradições de séculos que reafirmam esses paradigmas.

Ainda existem questões como relacionadas ao papel da mulher na família e que prevê que a noiva, ao se casar, tenha total obediência ao esposo e, inclusive, aos sogros. Essas ideias contradizem a versão de que a mulher cigana é “liberal” e “promíscua”, leitura feita pelos gadjés (não-ciganos), desde sempre. Poucos sabem que essas mulheres são criadas de maneira conservadora ao longo de suas vidas. Além disso, elas se deparam com valores tradicionais moldados ao longo dos tempos, como virgindade antes do casamento. Existem ainda muitos outros paradigmas, como a busca pela formação acadêmica e carreira profissional. Algumas comunidades ciganas são contrárias ao prosseguimento dos estudos. Em tese, uma universidade “não proporcionaria conhecimentos que somente a vida tende a mostrar”, na opinião de alguns clãs conservadores.

3 cenários de preconceito

Para finalizar nossa abordagem, observe as questões que as ciganas precisam lidar, desde as complexidades e preconceitos (que mulheres de todas as etnias enfrentam), além do fato de pertencerem a um grupo cultural firmado no patriarcalismo. E para fechar essa relação de desafios, elas ainda têm pela frente preconceito (por parte de outras culturas) pelo fato de serem ciganas.

Por isso, essa questão é tão urgente, mas é também uma utopia pensar que teremos avanços por agora, se o próprio feminismo – no caso –  precisa lidar com tantas batalhas, muitas das quais, como por exemplo, provar a todo instante o quanto é necessário, o quanto é importante para a sociedade. Bom, uma questão é certa: precisamos discutir cada vez mais sobre tudo isso e, obviamente, sem demora…

Por Letícia Veloso

PS: Texto de 2008 – Reeditado em dez/2016
Leia mais em: http://www.webartigos.com/artigos/autonomia-das-mulheres-ciganas-em-familia-na-sociedade-e-mercado-de-trabalho/11032/#ixzz4UQf7K7u2

 

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